Boca de Brasa

A vagina mais frajola
da Bahia

Eis que voltam à cena as mais famosas partes íntimas se não da Bahia, seguramente do Legislativo baiano. Referimo-nos, evidentemente, às áreas pudendas da progenitora do deputado Pastor Sargento Isidório, pelo próprio publicamente exaltadas em bizarro vídeo postado pelo parlamentar nas redes sociais no Dia das Mães do ano passado.

A deputada Fabíola Mansur e a Comissão dos Direitos da Mulher da Assembléia Legislativa estão pressionando o presidente da Casa, deputado Ângelo Coronel, para dar seqüência à representação feita no ano passado ao Conselho de Ética contra o deputado Isidório por quebra de decoro parlamentar. Elas já disseram que não vão deixar por isso mesmo.

“Minha mãe, obrigado por não ser sapatão, senão eu não tinha nascido”, dizia o parlamentar no vídeo, depois de ter passado a mão na genitália da mamãe, à qual se referia carinhosamente como “xereca” e depois como “a xoxota mais linda do mundo, por onde eu passei”.

O vídeo, ao ser postado, em maio do ano passado, causou perplexidade retumbante em todos que o assistiram. Já se tinha visto político protagonizar de tudo, mas jamais de algo

A reação foi imediata e unânime do mulherio da Assembléia, envolvendo as deputadasFabíola Mansur (PSB), Luiza Maia (PT), Neusa Cadore (PT), Maria Del Carmen (PT) e Ivana Bastos (PSD).

O deputado Pastor Sargento Isidório já no nome mostra sua versatilidade. Foi cobrador de ônibus, instrutor de capoeira, sargento da Polícia Militar e pastor evangélico. Ficou conhecido por andar – inclusive frequentar as sessões da Assembléia – carregando um bujão de gás feito de espuma, em permanente luta contra o aumento do preço do gás de cozinha.

Folclórico, polêmico, non sense, o deputado Isidório, o mais votado da Bahia nas eleições de 2014, assume galhardamente sua condição de ex-gay, podendo disputar com qualquer enterro de anão ou cabeça de bacalhau a condição de raridade, de coisa que ninguém nunca viu.

Coisa que ninguém nunca tinha visto ainda, também, é um roteiro de vídeo como esse do Sargento Isidório e sua ilustre mamãe. Quem ainda não viu, aproveite para ver.


Los Catedráticos

Casos mal explicados na administração pública, em todo o Brasil estão dando mais do que chuchu na feira. Na Bahia temos um, nas vizinhanças do poder estadual, que tem deixado muita gente encafifada. Um tal de Instituto Cátedra, entidade oficialmente sem fins lucrativos vinculada ao PP, firmou contratos da ordem de R$ 18 milhões com a Bahia Pesca, empresa de economia mista controlada na Bahia pela turma do ex-ministro e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios Mário Negromonte.

Os contratos foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado, vez que, apesar do nome, o instituto não é catedrático na área e não tem estrutura nem qualificação operacional, técnica e científica para prestar serviços de assistência e extensão rural.

A coisa é estranha. O Instituto Cátedra é comandado por um camarada que aparentemente não tem nada a ver com a área na qual foram assinados os contratos com o governo estadual: um rapaz chamado Marivaldo Xavier de Castro, líder comunitário na periferia de Salvador e que já foi candidato a vereador e deputado estadual pelo PP.

 

O Partido Progressista, na Bahia, é comandado, como se sabe, pelo vice-governador e secretário do Planejamento João Leão (foto) – cuja sobrinha, Karine de Souza Leão, aliás, era uma das principais contratadas do Instituto Cátedra para o projeto em questão. O marido de Karine, Tiago Cavalcanti, por sinal, é diretor da Secretaria da Infraestrutura Hídrica do governo Rui Costa, comandada por Cássio Peixoto, nome da cota do PP, indicado por Leão.

Durma-se com um barulho desse. Ou melhor, levanta que o leão é brabo.


A volta do cipó de aroeira

O novo modelo negocial no país, em várias áreas, perdeu definitivamente a elegância. O capitalismo agressivo, a busca do lucro possível em meio à crise, fez o negócio perder completamente a sofisticação que ainda lhe restava. O jornal Correio, de propriedade da família Magalhães, foi queixar-se oficialmente ao Ministério Público estadual de que bem sendo alvo de boicote de que está sendo alvo de boicote por parte do governo do estado através da redução na publicidade veiculada. A par do misto de deselegância e agressividade empresarial, a turma do prefeito ACM Neto, dono do jornal reclamante, parece fraca de memória. Ninguém lembra como ACM Vovô tratava os órgãos de imprensa que lhe faziam oposição ou que simplesmente não lhe eram simpáticos? Chegava chegando, não tinha pra ninguém. O neto não gostou do troco. Uma velha música de Vandré tratava da “volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”.


Vovó

Sabe-se que o prefeito ACM Neto detesta cada vez mais a personagem da campanha publicitária do governo do estado sobre as obras do Metrô de Salvador: a Vovó. O prefeito, do qual se diz ter o maior ciúme da obra do Metrô, sabe que o negócio é com ele. Quem tem Vovó é Neto. Garantem que o bordão da musiquinha da propaganda, criada pelo velho Chocolate da Bahia, fica matracando o juízo do prefeito. Vovóóóó…


Quem tem tem medo

Para evitar que o presidente Michel Temer seja mais uma vez gravado, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) instalou no gabinete presidencial um dispositivo que impede a compreensão de áudios captados por aparelhos eletrônicos. O manjadíssimo “misturador de vozes”. Nada se grava naquele ambiente.

Quer dizer, o presidente Temer não vai parar de conversar o que conversa, de fazer suas artimanhas bandidas, desviar dinheiro público pra lá e cá,  de que empresa estatal, prefeitura ou governo do estado; de que ministério será desviado o dinheiro público, via iniciativa privada, entregue aos montes em malas suspeitas.

Apenas vai impedir que suas conversas não sejam gravadas.


Tornozeleiras a Granel

Vinte e oito mil brasileiros condenados pela Justiça usam a tornozeleira eletrônica, equipamento que os monitoram dia e noite, beneficiados com a prisão domiciliar, o regime aberto ou semiaberto. O Brasil é o segundo país do mundo no uso da tal engenhoca que anda até em falta no mercado, tal a demanda.

Tanto que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, encalacrado na Justiça e depois de 10 dias preso na Papuda, foi agraciado com uma prisão domiciliar sem o uso da tornozeleira, em falta; ora cumprindo pena no chic Condomínio Pedra do Valle, no Jardim Apipema, em Salvador, apenamento regado a bons vinhos, uísques, queijos e vista para o mar azul.

Os usuários reclamam que o equipamento causa incômodos no tornozelo, machuca quando anda e mais ainda no repouso, quando se vai dormir. No mais, o monitoramento tem um custo mensal de 250 reais / unidade. Bem, o condenado que não estiver satisfeito com a ‘prenda’ tem uma alternativa: voltar para a cadeia.  Topam ?

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