Carnaval

O Muro de Neto: sai o visual do mar, entram banheiros na paisagem da Barra

Pense num absurdo. No tabuleiro da Bahia tem: sai o visual e o frescor do mar entram banheiros feios e fedorentos. Argh!

O que a Prefeitura de Salvador mudou mesmo foi a cara do chamado Circuito Barra-Ondina. Simplesmente substituiu a bela vista para o mar, a partir de toda balaustrada da Barra, antes e depois do Farol, por uma interminável fila de banheiros químicos muito feios e, provavelmente, muito fedorentos.

Um imenso muro de sanitários químicos, a perder de vista, que começa defronte do antigo Hospital Espanhol e segue, desde o Porto da Barra, até quase a curva do Edifício Oceania. Quem será que teve uma ideia tão infeliz? Será que foi o próprio prefeito, que dizem ser muito centralizador e controlador? Ou será que, depois do Carnaval, ACM Neto pretende vender esse muro a Trump, para ser colocado na fronteira entre os EUA e o México? Vamos ficar de olho. E de nariz tapado. 


 

Jorge Papapá, sempre antenado com o que o povo gosta.

 

 

Pé no Chão

A música de Jorge Papapá, Oscar Paris e Edu Casanova, com participação especial de Marcelo Ritter na guitarra, representa o que Outra Bahia pensa sobre os caminhos da folia: sem cordas, sem tirar o pé no chão. Editado por Marcelo Ritter. Realização A Quadrilha



Perguntar não ofende: Na Casa do Carnaval o Carnaval pernoita?


 

Direitos autorais já!

 

É simples. Direitos autorais não se discute. Paga-se.

Nem precisa nenhuma tropa de choque se manifestar.





 

Euforia hoteleira

O setor hoteleiro de Salvador anda eufórico. Os hotéis próximos dos circuitos da folia esperam uma ocupação recorde, chegando aos 100%. Mais gente empregada, mais grana circulando. Segundo o Ministério do  Turismo (existe?), as três cidades que mais receberão turistas no Carnaval são o Rio de Janeiro, mesmo com os tiroteios diários, Salvador e Recife.


 

Chapa quente

A invasão dos de fora provoca uma debandada dos de dentro. Os que chegam se divertem,

boa parte dos que ficam trabalha duro. Dos servidores públicos aos catadores de latinhas.

A cidade muda de cara  e de hábitos. Carnaval é outro babado, pai. A chapa esquenta.


 

Malê só sábado

O Malê Debalê perdeu o recurso em que contestava a perda de pontos no quesito Diversidade da seleção do Edital do Carnaval Ouro Negro, patrocinado pelo governo do estado no Centro Histórico. Com isso, só vai sair no sábado. A diretoria decidiu não prosseguir com a judicialização, embora o bloco afro tenha como tema “Nzinga, Jokanas e Francisca: Um poder Feminista!”.

A ideia é conscientizar a sociedade sobre o respeito ao gênero feminino com os exemplos de mulheres, desde a Rainha de Angola, Nzinga às indígenas baianas representadas pelas Pataxós, Jokanas e a mulher de Itapuã com uma figura icônica do bairro, Dona Francisquinha.


 

Ouro pro Ilê,

Olodum e Gandhy

O Edital para participação no Carnaval Ouro Negro, no Centro Histórico, sofreu adequação esse ano para contemplar  as participações do Olodum, Filhos de Ghandy e Ilê Aiyê.. Até então, o edital excluía entidades que não tivessem desfilado no Ouro Negro nos dois últimos        anos,  caso das três agremiações que desfilaram desde 2015 com verba (de R$ 300 mil, cada) disponibilizada pela Bahiagás. Sem mais essa verba, a opção da Secult foi adequar o edital para inserir os dois blocos afro e o afoxé que mais mobilizam público. A lei foi violada? Ora, mude-se a lei, é Carnaval!


Tá tudo dominado!

A Saltur-Empresa de Turismo de Salvador virou alegoria. As inscrições de projetos das entidades carnavalescas ou representações comunitárias, que requeiram verba pública para desfile ou realização do festejo, agora devem ser encaminhados diretamente ao Gabinete do Prefeito. Em ano eleitoral, o Carnaval também se tornou moeda de troca, sob controle do Executivo.


 

 

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