O Mico

Internet. Censura pelo bolso.

Temer: o Mico mais uma vez.

É mico em cima de mico. Mineradoras sem fiscalização, dívidas dos grandes empresários (cerca de um trilhão) perdoadas, trabalho escravo quase permitido para o agronegócio, reforma trabalhista que, na prática, dispensa a carteira assinada, a mamãe Temer só rejeita, só é madrasta para os filhos pobres. E agora chegou a vez de dar leitinho para as empresas de telecomunicações. Segundo afirmam, essa mamata de internet, com neutralidade na rede, vai acabar.

Segundo a Folha de São Paulo, as operadoras brasileiras de telefonia aguardam uma decisão do FCC (agência americana de telecomunicações) para pressionar Temer a modificar um decreto que hoje proíbe as teles de cobrarem mais dos clientes que querem determinados serviços na internet.

Conhecido como neutralidade de rede, o princípio está prestes a ser quebrado pelo FCC.  A mudança permitirá, por exemplo, o bloqueio de acessos a determinados conteúdos ou aplicativos, a degradação da velocidade de navegação ou o pagamento extra para que determinados aplicativos de vídeo ofereçam a entrega de filmes em alta definição mais rápido que pelas conexões convencionais.

Ainda segundo a Folha, a alteração seria o fim do princípio que garante a isonomia aos internautas, garantida por um decreto de Dilma Rousseff que tornou ainda mais dura a regra definida pelo Marco Civil da Internet que proíbe qualquer tratamento discriminatório no tráfego da internet. De acordo com ele, no fluxo de informações pela rede, as teles não podem deixar que ninguém “fure a fila” das conexões. Ou seja, um e-mail tem o mesmo peso de um vídeo do YouTube.

Pois é: depois que o Temer der de mamar às operadoras, quem quiser ter acesso a facebook, zap, netflix e similares, ter blog, site, essas mordomias, vai ter que pagar e pagar caro, além do que já paga pela velocidade. O que o governo ganha com isso? o controle do acesso à rede. Ou seja: censura à liberdade de expressão, pelo bolso.

 

 

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